Não sei como falar, nem de que maneira expressar isso, eu sei que minha cabeça deu nó de vez. Não estou sem jeito, tenho todo ele aqui, preso na garganta, é o primeiro amor que vem de Cristo que quer sair pela boca e me fazer rir, sem voltas, sem pudores, mas um riso doce... Doce, doce como algodão doce, suave, delicado.
Algumas madrugadas perdida em casa, pela sala, no quarto, no banheiro fico a chorar porque cria não sentir sua presença, mas sempre esteve ali, eu que nunca O toquei de maneira diferente, acomodei no meu pequeno quadrado ou saía e me prendia no circulo de meu umbigo.
Nesse fim de semana vi o quando no meu casúlo estou, deixei que o mundo me sufocasse e procurasse o mais alto do meu ego, a raiva me calou e ódio me matou. Enfim, não sabia quem era eu.
Quando vi cinco homens que vivem pela fé tocar o mais puro e simples som, uma voz jovial que se balançava como o ritmo das ondas em mar tempestuoso, foi como se eu tivesse um freio ABS em soco eu parei.
Pensei: Que dignidade há mim para merecer que um Santo morresse numa cruz no meu lugar? Faço o que não quero fazer, digo o que não quero dizer. Sou contra eu mesma.
O que quero fazer e falar não sai, não vai...
Então um homem desconhecido, que vive pela fé, saí de Itajaí vem até aqui e me diz: "Ele não quer nada em troca, Ele quer você. Ele ´é um Deus que tem tudo, mas só é completo com você."
Eu é que só me sinto completa com Ele.